Problemas oculares

Catarata

O cristalino é a lente natural do olho. Quando está saudável, é transparente e flexível. Mas quando temos catarata, ele se torna opaco, o que distorce e embaça a visão.

A maioria dos casos de catarata acontece como parte do processo de envelhecimento, mas é possível desenvolver a doença como consequência de traumatismos oculares, do uso inadequado de algumas medicações, como complicação de alguma outra doença, ou por excesso de exposição à luz solar. Algumas doenças, como rubéola, sífilis ou toxoplasmose durante a gravidez, podem fazer com que o bebê nasça com catarata (catarata congênita).

Conjuntivite

A queixa mais comum nos consultórios oftalmológicos é a irritação ocular, os olhos vermelhos. Eles acometempessoas de qualquer idade, e em ambos os sexos. Olho vermelho é sinal de conjuntivite, de inflamação da conjuntiva, a membrana transparente que recobre a parte branca do olho (esclera). Suas causas são muito variáveis, mas existem, basicamente, três tipos de conjuntivite: As conjuntivites virais e as bacterianas, em alguns aspectos, são muito semelhantes.

Diferentemente das bacterianas, porém, nas conjuntivites virais não há formação de pus, e sim de muco. O olho amanhece grudado e durante o dia ocorre um excesso de lágrimas. É importante ressaltar que os dois tipos são muito contagiosos. Principalmente a viral. Como o olho vermelho que não forma muita secreção engana, as pessoas não tomam cuidado e a disseminação da doença ocorre em larga escala

O contágio ocorre por contato. A pessoa enxuga os olhos e cumprimenta alguém ou seca o rosto numa toalha que vai ser usada por mais gente e passa o vírus para os outros. Por isso, é tão importante que durante a fase aguda e de contágio os pacientes evitem apertar as mãos de outras pessoas, utilizem papel descartável para a limpeza dos olhos e separem talheres, toalhas e outros objetos de uso pessoal. Lenços de pano são desaconselhados.

A conjuntivite viral está geralmente associada com um resfriado ou garganta irritada. Bactérias como Staphylococcus e Streptococcus muitas vezes causam conjuntivite bacteriana. A gravidade da infecção depende do tipo de bactéria envolvida.

Para a conjuntivite viral não há tratamento específico. Compressas podem ajudar a aliviar o incômodo. Ao contrário do que se acredita, água boricada não deve ser usada: ela pode aliviar os sintomas da conjuntivite, mas sua composição pode provocar reação alérgica intensa. As compressas devem ser feitas com água natural ou mineral. A água deve estar fria, porque o frio ajuda a desinflamar, a desinchar os olhos. Além disso, seu oftalmologista indicará colírios para reduzir o vermelho e a inflamação. Não se deve usar colírios com antibiótico em conjuntivites virais, porque não existem bactérias para matar e eles podem provocar alergia.

Nas conjuntivites bacterianas, o quadro inclui a secreção purulenta (pus) que persiste ao longo do dia. Nesse caso, colírios à base de antibióticos podem ser indicados pelo seu oftalmologista. Muito raramente o tratamento inclui antibióticos por via oral.

A ardência é um sintoma comum nas conjuntivites bacterianas e virais.

As conjuntivites alérgicas ocorrem com maior frequencia em pessoas com predisposição a desenvolver alergias. Conjuntivite alérgica também pode ser causada pela intolerância a substâncias como cosméticos, perfumes, ou drogas.

Glaucoma

O interior do olho contém um líquido (humor aquoso) em constante circulação. Este líquido é produzido constantemente, e não se acumula por que é escoado através de uma região denominada ângulo da câmara anterior. Quando este escoamento diminui, há um acúmulo desse líquido, que aumenta a pressão dentro do olho. O glaucoma ocorre quando essa pressão danifi ca o nervo ópti co, prejudicando o envio dos estí mulos visuais ao cérebro.

O portador de glaucoma, se não tratado, começa a perder a visão periférica (consegue enxergar bem os objetos à sua frente, mas não o que está nas laterais). Nos estágios mais avançados, a visão central também é ati ngida.

Quanto mais cedo a doença for diagnosticada e tratada, maiores são as chances de se evitar a perda da visão.

O glaucoma pode ser:

• Congênito
presente no nascimento. Os recém-nascidos apresentam globos oculares aumentados e córneas embaçadas. O tratamento é cirúrgico.

• Secundário
ocorre como consequência de cirurgia ocular, diabetes, traumas ou uso de corti cóides.

• Crônico
costuma atingir pessoas acima de 35 anos de idade. No glaucoma crônico, os sintomas costumam aparecer em fase avançada. Isto é, o paciente não nota a perda de visão até vivenciar a “visão tubular”, que ocorre quando há grande perda do campo visual (perda irreversível). Se a doença não for tratada, pode levar à cegueira. Por isso, o exame oft almológico anual, preventi vo, é fundamental para detecção e tratamento precoce.

Retinopatia Diabética

A diabetes é uma doença progressiva, que afeta, entre outras áreas do corpo, os vasos sanguíneos do olho. As pessoas que têm diabetes apresentam um risco de perder a visão 25 vezes maior do que as demais. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a retinopatia diabética atinge mais de 75% das pessoas que têm diabetes há mais de 20 anos. O controle cuidadoso da diabetes, com uma dieta adequada e acompanhamento médico, é a principal forma de evitar o desenvolvimento da retinopa tia diabética. Para manter a visão, diabéticos devem passar rotineiramente por uma consulta otialmológica.

Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)

Ocorre geralmente depois dos 60 anos de idade e afeta a área central da rena (mácula). A DMRI causa baixa visão central (mancha central) trazendo enorme comprome- mento da qualidade de vida. Os danos à visão central são irreversíveis, mas a detecção precoce e os cuidados podem ajudar a controlar alguns dos efeitos da doença